Só mesmo o lirismo do sangue português para fazer-me aqui postar, ao ouvir essa música do fascinante David Fonseca, inspirei-me a este post.
O mesmo lirismo, ou loucura que fez D.Pedro ao desenterrar sua amada assassinada, para que todos os culpados beijassem-lhe a mão morta.
O mesmo sangue que corre em minhas veias, o mesmo lirismo que ecoa em minha alma…a mesma loucura que em mim reside.
Ah, necessidade inútil humana de comunicar.
Dizer ao mundo, ou a ninguém o que sinto.
Mas por hoje apenas, só por hoje, vou deixar-lhe vagar pelo vasto campo cruel de onde foi criada, musa em ruínas.
Diga a todos que és irracional.
Presenteie toda alma com tua irracionalidade, com tua emoção.
Extrema
Cruel
Suave
Um dia eu te perguntei inocentemente: ?ojna uem res reuQ
Você na sua calculada frieza, claro, respondeu sim.
Só esqueci que houve um anjo de luz que se rendeu às trevas, e descobri nas duras caídas ao chão, que você faz parte dessa legião.
Enganei-me ao te dar um nome,
ao te dar um lar,
ao te dar meu coração, mas, acerto ao te chamar
Anjo Canalha!


